E seguimos viagem pela Itália! O roteiro pelo país começou com um dia em Pisa e agora segue para Florença, a maior cidade da região da Toscana. Considerada o berço do Renascimento italiano, e uma das cidades mais belas do mundo.

Não deixe de ler: Turismo na Itália – Informações Gerais.

Com as principais atrações turísticas concentradas na região histórica, é possível circular a pé pela cidade durante os dois dias de passeio.

Dia 01:

Por uma questão de proximidade com o hotel onde estávamos hospedados, começamos o primeiro dia pela Piazza della Signoria, mas a ordem do roteiro nesse primeiro dia pode mudar, dependendo da sua posição em relação aos pontos turísticos.

A Piazza della Signoria é a praça central de Florença, sede do poder civil, aonde está o Palazzo Vecchio, que é a prefeitura da cidade. Não tem como não se surpreender com essa praça, pois ela é uma verdadeira galeria de arte a céu aberto.

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Piazza della Signoria

Na Praça ficam três grandes estátuas: A de Netuno, obra de Bartolomeo Ammannati, que celebra as vitórias navais da Toscana; a do David, que é uma réplica da original estátua de Michelangelo, que esteve na Praça até 1873, quando foi transferida para a Galeria dell’Accademia e a estátua de Hércules e Caco, que foi esculpida por Baccio Bandinelli e retrata a vitória de Hércules sobre a maldade de Caco.

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Netuno

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Estátua de David à esquerda, e de Hércules e Caco, à direita.

A Loggia dei Lanzi, um edifício aberto que reúne uma série de esculturas magníficas de Florença, também está nessa praça. Destacam-se ainda: A estátua de Perseu segurando a cabeça da Medusa, de Cellini, uma espetacular escultura de bronze de 1554.

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Loggia dei Lanzi
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Perseu segurando a cabeça da Medusa

A visita ao Palazzo Vecchio é simplesmente imperdível. Construído em 1322, possui no alto da sua torre um sino, usado para convocar a cidade para reuniões. Lá dentro estão o imponente Salão dos Quinhentos e a máscara de Dante Alighieri.

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Palazzo Vecchio
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Interior do Palazzo Vecchio
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Interior do Palazzo Vecchio

A Galleria Uffizi fica ao lado do Palácio Vecchio e é o maior museu de arte da Itália. Dentre suas obras destaca-se o Nascimento da Vênus, de Botticelli.  Ingressos podem ser adquiridos pelo site oficial ou no local.

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Nascimento de Vênus

A cerca de cem metros da Piazza della Signoria está um dos principais cartões postais da cidade, a Ponte Vecchio. A ponte sobre o Rio Arno é a mais antiga da cidade, finalizada em 1345. Desde o século XVI, ela é ocupada por lojas de joalheiros e ourives.

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Ponte Vecchio
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Comércio sobre a ponte

Vale a pena circular não apenas pela ponte, mas também pela região próxima dela, pois existem muitas lojas e cafés, então é uma boa pedida aproveitar para descansar um pouco as pernas em algum café charmoso, observando o movimento da cidade. Na ponte também existem lojinhas de souvenir.

A partir da ponte é possível caminhar até a Piazza Pitti, aonde está o Palazzo Pitti, um grande palácio renascentista. Não chegamos a entrar no palácio, pois a esta altura já estávamos cansados demais para seguir adiante, mas pareceu bem interessante do lado de fora, com uma fachada bastante imponente.

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Palazzo Pitti

Dia 02:

O segundo dia começa por mais uma praça icônica de Florença, a Piazza del Duomo, aonde estão o Duomo de Florença, o Campanário de Giotto e o Batistério de São João.

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Duomo de Florença
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Duomo de Florença

A Catedral de Santa Maria del Fiore, mais conhecida como Duomo de Florença, é impressionante por fora e por dentro, com sua cúpula com mais de cem metros de altura e sua riqueza em detalhes. A construção toda é de uma imponência assustadora e a estrutura é tão grande que dá a impressão de que seria necessário se afastar mais para contemplar o todo, mas a praça é pequena demais para isso. Não é a toa que as fotos só mostram pedaços da catedral, pois não se consegue fotografar o prédio por inteiro.

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Detalhes do Duomo de Florença
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Porta da catedral ricamente ornamentada.
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Detalhes do Duomo de Florença

Na parte interna de sua cúpula, os quase 4.000 metros quadrados retratam o Juízo Final, pintado por Giorgio Vasari e Federico Zuccari, entre os anos de 1572 e 1579.

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Juízo Final, de Giorgio Vasari e Federico Zuccari.

A visita ao interior da Catedral é gratuita, mas há também a possibilidade de comprar um passe chamado “OPA Pass“, que é vendido online ou na entrada da igreja, e custa €15,00. Com ele você poderá não só entrar na Catedral, mas também subir na cúpula, visitar a Cripta, o Batistério de São João e o Campanário de Giotto. 

O que tem em cada um desses itens extras?

A Cripta fica no subsolo da catedral, você desce uma escadinha dentro da igreja para chegar a ela. Lá embaixo você verá ruínas e vestígios da igreja que um dia existiu nesse local.

Subir a Cúpula significa encarar 463 degraus. A vista da cidade lá de cima é realmente muito bonita. Já o Batistério é um outro prédio que está ao lado, de formato octogonal. A visita interna revela afrescos dourados.

E para finalizar, o Campanário, que exige mais um pouco das suas pernas, pois são 414 degraus até o topo e lá do alto você terá vistas bem parecidas com as da catedral, mas com a catedral em cena.

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Torre do Campanário

Para quem teve coragem de encarar tantos sobes e desces, minha dica é uma pausa merecida em algum café ou restaurante, pois tem várias opções boas na região. À tarde, não deixe de visitar a Galeria dell’Accademia, que é aonde está atualmente a estátua original do David, de Michelangelo. A entrada custa €8,00 e fica a apenas cinco minutos de caminhada da Piazza.

Saindo da Galeria, o resto do dia pode ser aproveitado pelas lojas da cidade e, se tiver a oportunidade, não deixe de ir até a Piazza della Repubblica, uma das principais praças da cidade, toda simétrica e decorada com arcos e colunas imponentes. Também tem várias lojas e boutiques famosas, então é um bom lugar para fechar bem o roteiro de Florença.

Partimos no início da noite para o nosso próximo destino na Itália, Veneza. Todas as nossas conexões pelo país foram feitas de trem. Recomendo bastante essa opção. Preços e horários podem ser consultados no site da Trenitalia.