São Paulo é a segunda maior metrópole da América Latina e o principal centro cultural, gastronômico e econômico do país. Mesmo tendo muito para oferecer, nós só a visitamos pela primeira vez durante os 04 dias de carnaval de 2017 e ficamos maravilhados com a cidade.

Como temos alguns feriados até o final do ano, achei interessante deixar esse roteiro disponível. Afinal de contas, nada melhor do que sair um pouco da rotina por alguns dias.

Estávamos morando em Porto Alegre na época e saímos do Aeroporto Salgado Filho com destino a Guarulhos na manhã do primeiro dia de passeio. Independente da cidade aonde você mora, há uma grande chance de que sua viagem para São Paulo passe pelo Aeroporto de Guarulhos. Como o próprio nome diz, esse aeroporto fica localizado em Guarulhos, então você vai precisar fazer uma pequena viagem  do aeroporto até São Paulo.

Como sair do Aeroporto de Guarulhos e ir até São Paulo?

Você precisa pegar o ônibus da Linha 257 – Metrô Tatuapé que vai até a estação de Metrô Tatuapé (linha 3 – Vermelha). Esse ônibus 257, apesar de ser um circular urbano comum, tem ar condicionado e possui uma área reservada para as bagagens. A frequência de partida é a cada 15 minutos (nos dois sentidos) e a viagem dura de 30 a 40 minutos, dependendo do trânsito. Vale a pena, pois sai muito mais barato do que pegar um taxi até a capital, como muitos fazem. O bilhete do ônibus custa em torno de R$6,00 por pessoa.

Chegando no metrô, basta saber qual a estação mais próxima do hotel que você reservou, então já confere isso antes de sair de casa. No nosso caso, seguimos de metrô até a Estação Brigadeiro (Linha 02 – Verde), pois nós reservamos um apart hotel a uma quadra da Av. Paulista, o que achei perfeito.

Dia 01 – Sábado:

O primeiro dia de passeio começou, na verdade, com a nossa chegada em São Paulo pela manhã. Largamos nossas malas no hotel e tínhamos um almoço agendado com alguns amigos do meu marido, então partimos direto para o restaurante marcado.

A minha dica para quem estiver fazendo esse roteiro é seguir direto para o lugar que nós fomos em seguida, o Bairro Liberdade. Até mesmo o almoço pode ser feito por lá, pois existem várias opções de restaurantes japoneses e chineses na região, além de uma feirinha logo na saída da estação de metrô que tem também opções de lanches.

Bairro Liberdade:

No início do século passado, os imigrantes japoneses foram ocupando essa região, que hoje está repleta também de coreanos e chineses. A região é bastante comercial, com muitas lojas vendendo produtos de origem asiática, especialmente comidas, mas existem também lojas de decoração, restaurantes e lojas de eletrônicos.

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Feira da Liberdade, que rola aos fins de semana, é o chamarisco para turistas e locais. Nas barracas dá para encontrar artesanatos em geral, mas o que mais atrai multidões é a área das comidas, com yakisoba, tempurá e guioza, além de opções mais conhecidas, como pastel.

Circular pelas lojinhas já é diversão suficiente para uma tarde toda, mas para os que gostam de adicionar um museu para visitar, recomendo o Museu da Imigração Japonesa, que registra e preserva quase tudo que possa contar a história da imigração japonesa no Brasil. Ocupa três andares do Edifício Bunkyo. Guarda cerca de 28 mil documentos escritos, como diários, livros, jornais e revistas. São quase 10 mil fotos relacionadas aos imigrantes japoneses. Endereço: Rua São Joaquim, no 381.

Não deixe de provar também o picolé Melona. Tem várias lojinhas que vendem e nunca vi em nenhum outro lugar.

 

O jantar desse dia ficou garantido pelas comprinhas na Liberdade.

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Dia 02 – Domingo:

Para entrar no clima de São Paulo, deixamos para o domingo de manhã uma caminhada pela Avenida Paulista. Aos domingos essa icônica avenida fica bloqueada para circulação de carros, e famílias aproveitam para caminhar despreocupadamente, muitos levam cachorros para passear ou crianças de bicicleta. Ao longo da caminhada, é possível acompanhar artistas de rua tocando algum instrumento musical e vendedores de artesanato.

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Não deixe de aproveitar o Parque Tenente Siqueira Campos, mais conhecido como Parque Trianon, que fica logo em frente ao MASP. O grande parque tem à disposição aparelhos de ginástica, parquinho, pequena trilha e bancos. É um bom ponto para descansar um pouco no meio da caminhada.

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Após o almoço, a sugestão é seguir no clima dominical e dar uma circulada pelo  Parque Ibirapuera, que é um dos maiores cartões postais de São Paulo. Nos seus 1,6 milhão de m² abriga a Fundação Bienal, o Museu Afro Brasil, o MAM (Museu de Arte Moderna) e a Oca, que é palco de mostras temporárias.

Nós optamos por ir da Avenida Paulista até o Parque Ibirapuera de Uber, pois, pelo que pesquisei, não há estação de metrô próxima ao parque. Chegando lá, visitamos o MAM, que estava com uma mostra temporária da Anita Malfatti. Infelizmente não era permitido fotografar a exposição. A entrada ao MAM custa R$7,00 por pessoa.

O Parque é enorme e tem um clima muito bom aos domingos, com muitas pessoas fazendo atividade física ou simplesmente passeando com a família e amigos.

 

Dia 03 – Segunda- feira:

Nesse dia recomendo começar pela Estação de Metrô da Sé, pois ela desemboca direto na Praça da Sé e na Catedral da Sé. A praça abriga o marco zero da cidade, ponto de partida para um passeio pela história de São Paulo. Para começar o roteiro, visite a Catedral da Sé, que foi construída em 1954, mantém um órgão italiano com mais de dez mil tubos, uma capela subterrânea e uma cripta. A visitação é gratuita.

 

O próximo ponto turístico foi o Pátio do Colégio, berço da cidade de São Paulo, onde ocorreu a missa de fundação da cidade pelo Padre José de Anchieta, beatificado recentemente pelo Papa Francisco. O Museu Anchieta é  composto por sete salas e expõe coleções de arte sacra, pinacoteca, uma maquete de São Paulo no século XVI e objetos da época. Infelizmente estava fechado em função do feriado de Carnaval.

 

Mosteiro São Bento foi outro ponto que encontramos fechado. Local que hospedou o Papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil, abriga a Basílica de Nossa Senhora da Assunção, além de cerca de 40 monges, que fabricam pães, doces e bolos e vendem esses produtos na lojinha do mosteiro, sempre pela manhã. Lá as missas são em canto gregoriano.

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Logo em frente ao Mosteiro São Bento está o Café Girondino. Embora não tenha nenhuma semelhança com o original, o nome é inspirado em um famoso bar homônimo que existiu na Praça da Sé no século XIX. Na falta de museus para visitarmos, fizemos uma pausa para o café.

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Colado com o Mosteiro de São Bento está o Viaduto Santa Ifigênia, outro cartão-postal de São Paulo. Inaugurado em 1913, o viaduto também passa sobre o Vale do Anhangabaú. Ao lado do viaduto fica o Edifício Mirante do Vale, o prédio mais alto do Brasil.

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Seguindo pelo viaduto está Paróquia Nossa Senhora da Conceição Santa Ifigênia e a partir dali, 04 minutos de caminhada te levam até a Galeria do Rock. O prédio, construído nos anos 60, ganhou o título de Galeria do Rock depois que várias lojas de disco se instalaram ali e adeptos do estilo passaram a frequentar o local. Hoje a Galeria tem cerca de 450 lojas, não só de discos, mas também de camisetas e tatuagens.

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Ficamos mais de uma hora lá dentro, pois encontramos, no subsolo, uma loja de discos com preços muito bons. Para quem coleciona discos, vale a pena dar uma olhada, mas já aviso, tem que ter tempo para olhar com calma e encontrar boas barganhas.

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A próxima atração do dia foi o Theatro Municipal, inaugurado em 1911. O prédio fica na Praça Ramos de Azevedo e lá acontecem apresentações de óperas, música e dança. As visitas guiadas ao teatro são gratuitas.

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E é claro que não poderíamos deixar de passar por ela, a Rua 25 de Março. Considerada a rua mais movimentada do Brasil. É também um grande shopping a céu aberto, o maior da América Latina. Ganha movimento já ao amanhecer, todos os dias, movimentando um grande centro de compras baratas, comércio varejista e atacadista, com muitas lojas de acessórios, bijuterias, brinquedos, objetos de decoração e para festas.

Nem era o objetivo passar por ela, pois já estávamos com uma sacola com discos e com muita fome, mas acabamos esbarrando com essa rua icônica à caminho do Mercado Municipal.

Mercado Municipal é outra parada obrigatória. Depois de caminhar pelos principais pontos turísticos do centro pela manhã, o almoço no Mercado Municipal é uma boa pedida. Ali você encontra grandes variedades de frutas, verduras, legumes, queijos e carnes, além dos famosos sanduíche de mortadela e bolinho de bacalhau. Os preços no Mercadão não são exatamente uma pechincha, mas vale a pena conhecer um lugar tão típico de São Paulo.

 

Uma coisa posso falar do Mercado Municipal, esse lugar é lotado! Eu nunca vi tanta fila para conseguir uma mesa. Não sei se fora de feriados melhora um pouco ou se é sempre assim, mas estava uma loucura!

Ainda tem mais atrações no centro de São Paulo, mas vamos ter que deixar para uma próxima oportunidade. Queríamos ter visitado o Museu da Língua Portuguesa, mas estava fechado em função do incêndio que teve em 2015. Em frente ao Museu da Língua Portuguesa fica a Pinacoteca, um museu de artes visuais modernas e contemporâneas, instalado no antigo edifício do Liceu de Artes e Ofícios. A Pinacoteca não abre nas segundas-feiras, por isso não visitamos.

Dia 04 – Terça-feira:

No últimos dia de passeio, recomendo voltar para a Av. Paulista, começando pela visita à Casa das Rosas e ao Centro Itaú Cultural, que sempre tem agendas culturais e exposições interessantes gratuitas.

Casa das Rosas foi uma mansão construída pelo arquiteto Ramos de Azevedo (famoso pela construção do Theatro Municipal e do Mercado Público) no ano de 1928, durante o período em que a Avenida Paulista era repleta de casas da elite cafeeira paulistana. Hoje o espaço é dedicado principalmente a artes literárias e teatrais.

Não sei se já devia estar esperando por isso, mas encontramos a Casa das Rosas fechada no feriado. Ainda assim, deu para passear por seu jardim.

 

Seguimos até o MASP, que até então tínhamos visitado somente por fora. O bom de visitá-lo na terça-feira é que, especificamente neste dia, a entrada é gratuita. O MASP é uma das paradas obrigatórias desse passeio, por ser um dos museus mais importantes da capital. Vale muito a pena visitá-lo na terça, pois o ingresso nos outros dias custa R$30,00 por pessoa.

 

Encontramos com o primo do meu marido e, após a visita ao MASP, fomos até o Rinconcito, restaurante peruano delicioso e com preços muito justos pela comida que oferecem. Recomendo em especial o Ceviche de Salmão e o Arroz Chaufa de Mariscos, sem falar, é claro, no Pisco Sour para acompanhar. O restaurante não ficava próximo do MASP, então tivemos que pegar um Uber para irmos até lá.

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Ceviche de Salmão. Imagem: Rinconcito.

À tarde a pedida é seguir para o Museu da Imagem e do Som de São Paulo – MIS, que também tem entrada gratuita nas terças-feiras. Na época estava acontecendo uma exposição sobre o Sílvio Santos. É bom ficar atento, pois é comum esgotarem os ingressos na terça-feira. Quando chegamos lá eles já tinham distribuído todos os ingressos referentes ao dia.

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Espero que este roteiro possa ser útil para você, pois quando estava montando a minha viagem para São Paulo, senti bastante dificuldade em encontrar em um só lugar um roteiro com dia-a-dia de passeio para uma primeira vez por essa cidade.

Caso tenha alguma dúvida, peço que deixe nos comentários e eu tentarei responder o mais rápido possível.

Obrigada pela atenção e até a próxima!