Estou voltando à ativa aqui no blog e achei que valia uma pequena explicação de tudo o que aconteceu desde que me ausentei, assim fica mais fácil entender as postagens que pretendo fazer a partir de agora.

Quem acompanha o blog sabe que morei por um ano na Irlanda com o Gabriel. Naquela época viemos parar aqui pela curiosidade de fazer intercâmbio e ter uma experiência de vida no exterior. Não imaginávamos que essa experiência mudaria a nossa forma de enxergar as coisas e, de certa forma, transformaria-se numa vontade de sair do Brasil de maneira definitiva.

Cheguei a fazer algumas matérias relatando um pouco da nossa experiência de intercâmbio em Dublin:

O fato é que voltamos para o Brasil e terminamos nossas faculdades. Esse período foi relatado aqui no blog pelas várias postagens que fiz do apartamento alugado onde vivemos durante boa parte dessa fase.

Em 2015 estávamos trabalhando cada um na sua área de formação e saímos do apê alugado, pois compramos nosso apartamento próprio. Foi uma fase muito boa, arrumando um lugar finalmente nosso. Curtimos bastante o apartamento novo, apesar de eu não ter compartilhado muito disso por aqui.

Em 2016 nos casamos e seguimos trabalhando nas nossas áreas. Nesse ano, Gabriel começou a pensar com uma frequência maior em sairmos do Brasil. Como ele trabalha com TI, é mais fácil conseguir uma oferta de emprego em qualquer lugar do mundo e, por coincidência, a Irlanda é um país onde tem muita oferta nessa área.

Começou a mandar currículo para alguns países que víamos como possibilidade de recomeçar uma vida: Canadá, Austrália, Irlanda e até mesmo Holanda. Para vocês terem uma ideia, ele chegou a fazer uma entrevista de emprego via Skype durante nossa Lua de Mel.

A maioria das empresas aqui na Irlanda analisa o currículo, mas só segue entrevistando o candidato se ele tiver um visto que permita trabalhar no país. Entretanto, algumas áreas permitem que você consiga um visto de emprego. Na área de TI você consegue um tipo de visto chamado de Critical Skills, pois é realmente uma área que precisa de profissionais, o problema é que as empresas não querem se “incomodar” com a burocracia imigratória.

Como foi o processo para conseguir o Critical Skills?

Em 2017 uma empresa entrou em contato com meu marido alegando que, para eles, não seria um problema providenciar um visto de emprego, caso ele fosse selecionado. Então, ele entrou para o processo de seleção da empresa para uma vaga. Foram três ou quatro entrevistas no total, todas pelo Skype e mais um teste que ele precisou fazer até receber a resposta de que havia sido selecionado. A vaga era para trabalhar em Dublin.

Por mais impossível que pareça conseguir o tal visto de emprego, não estando na Irlanda, algumas empresas estão dispostas a dá-lo.  É possível consegui-lo

Tivemos alguns meses para nos organizar. Gabriel aplicou para o Critical Skills e a ansiedade foi bem grande. Foram várias páginas de questionário que ele precisou responder e enviar para a imigração irlandesa. Sem falar que, para analisar toda essa documentação há um custo de €1000, que saiu do nosso bolso. Caso o visto seja negado, parte desse valor é devolvido.

Esperamos cerca de dois meses até termos a resposta de que o visto tinha sido aprovado. Nesse meio tempo, ficamos naquela dúvida se daria certo ou não. Já estávamos vendendo algumas coisas mais supérfluas dentro de casa, mas nada muito importante. Eu ainda não tinha avisado no meu trabalho, com medo de que não desse certo.

Enfim, tivemos que dar nossos avisos prévios de 30 dias nos empregos, avisar a família, vender tudo dentro de casa. Bateu muito nervosismo e dúvida. Só quem passou por isso sabe.

Gabriel já tinha uma data definitiva para começar na empresa aqui em Dublin e, apesar de sabermos que o visto tinha sido aprovado, ele ainda não tinha recebido o documento comprovatório, que tinha sido enviado pelos Correios para o Brasil. Chegamos a adiar uma vez a passagem e nada do documento. No fim, ele embarcou sem o documento, apenas com um e-mail da imigração.

Eu fiquei no Brasil por mais 45 dias, pois precisava me recuperar de uma cirurgia que tinha acabado de fazer, terminar de vender as coisas e esperar o tempo correto das vacinas da gata para que ela pudesse viajar conosco. Enquanto isso, o Gabriel começou a olhar uma casa que aceitasse pets aqui em Dublin (o que não foi nada fácil).

Assim que ele conseguiu uma casa para nós eu comprei minha passagem e vim com a nossa gatinha, a Frida. Junto comigo estava o documento da imigração, que a essa altura já tinha chegado.

Quem ficou interessado sobre o assunto e tem curiosidade sobre o processo para alugar uma casa aqui na Irlanda, sobre os tipos de vistos que cada um de nós conseguiu inicialmente (sim, meu visto obviamente não foi o mesmo dele), sobre como viajar com pets para a Europa, deixe nos comentários. Se eu ver que há interesse sobre esse assunto, escrevo sobre isso.

Além disso, quem já acompanha o blog percebeu que ele está totalmente renovado, não é mesmo? Deu bastante trabalho, mas acho que ficou muito mais fácil de encontrar o post que você procura e agradável de navegar. Espero que tenha gostado.

Até a próxima.

 

 

 

 

Anúncios