É sério que estou escrevendo? Nem eu acredito que criei coragem e vergonha na cara para voltar aqui depois de tanto tempo de abandono e descaso total. Peço desculpa aos que esperaram por algum tempo por novas postagens. Certamente até você, mais persistente, já desistiu.

Posso dizer que tudo tem sua explicação, até mesmo o post de hoje é consequência das situações que vivi do ano passado para cá e da mudança radical que ocorreu na minha vida. Mas isso é assunto para outra hora, vamos ao assunto de hoje que é, de fato, o que interessa…

Certamente você já ouviu a expressão “menos é mais” em algum momento da sua vida, seja isso na hora de se maquiar, de escolher um look, de cozinhar e, é claro, de decorar sua casa. Essa é uma regra que deveria ser lembrada o tempo todo na nossa vida, mas infelizmente a esquecemos mais do que deveríamos, agimos por impulso e acabamos colocando energia , dinheiro e tempo demais em coisas que depois acabam virando excesso.

Abraçar este estilo com braços e coração abertos foi algo que só fez bem a minha vida, que fez eu perceber que não são necessários tantos móveis e objetos, por exemplo, para uma casa funcionar e que quanto mais tralha juntamos, mais trabalho passamos para manter tudo funcionando, limpo e brilhando.

Se você é daquelas pessoas apegadas aos objetos, que guarda até mesmo ingresso de cinema antigo porque foi o seu primeiro encontro com o seu antigo namorado ou coisas do tipo, o minimalismo pode parecer um pouco assustador num primeiro momento. Entretanto, garanto que introduzir o minimalismo na tua vida é um exercício que irá te ajudar e que pode ser feito aos poucos. No final você vai perceber o quanto acumulava coisas inúteis e que as experiências que vivemos estão na nossa memória, não nos pedaços de papel guardados naquela “caixinha de lembranças”.

Ficou curioso? Aqui vão algumas dicas que podem te ajudar a iniciar nesse processo e estilo de vida:

1. Faça uma lista das coisas que você não precisa mais. 

Vamos começar com o óbvio, com aquilo que visivelmente você já não usa mais. Ao longo da vida passamos por fases e precisamos de objetos que depois acabamos guardando, mas que não serão mais usados.

Quer alguns exemplos? Celular velho que guardamos ao trocar por um modelo novo, louças trincadas, aparelhos eletrônicos estragados que guardamos na esperança de um dia levarmos para o conserto.

Outra boa forma de saber se você usa ou não algum objeto é pensar quando foi a última vez que você o usou. Se você não usa esse objeto há mais de um ano, então provavelmente ele não é mais necessário na sua vida. Acho essa regra particularmente interessante para roupas e sapatos.

2. Faça uma limpa na papelada.

Sempre importante vasculhar as gavetas e balcões, especialmente do escritório, para fazer aquela limpa geral (principalmente quem está estudando, pois a tendência a acumular rascunhos de estudos é grande). Mas também serve para notas, documentos que já não são importantes, jornais, revistas velhas (aquelas revistas de moda que já não estão na moda há uma década).

3. Livre-se dos objetos duplicados.

Se você é daquelas pessoas que costuma ter o mesmo modelo de bota ou bolsa em cores diferentes, sinal vermelho para você. Qual a real necessidade disso? Afinal de contas, quantas bolsas, sapatos e calças jeans você realmente precisa? Quantas dessas roupas não estão simplesmente esquecidas no fundo do guarda-roupas? Quantos jogos de louça você precisa? Conjuntos de chá, faqueiros?

Faça uma avaliação real do que você tem usado e livre-se do excesso. Acredite, você vai perceber que não precisava de tudo aquilo. Mas por favor, aqui vai um alerta, não vale doar cinco calças jeans que estavam sobrando para comprar seis novas na semana seguinte. Agora é o momento de cortar excessos. A troca de uma peça pela outra é uma outra fase, que vem mais tarde.

4. Compre menos.

Seja mais consciente na hora de comprar e procure estocar menos, pois muitas coisas estocadas serão apenas lixo com prazo de validade vencido no futuro.

Sigo muitos perfis de viagem no Instagram e frequentemente fico assustada com o volume de coisas que o povo compra como “estoque” quando estão viajando. Esses dias vi uma pessoa mostrando suas “comprinhas de viagem em Miami” e, juro, contei 5 rímeis novos. Fiquei pensando na real necessidade disso, desse consumismo desenfreado. Por mais que o preço estivesse muito melhor do que o do mesmo produto no Brasil, o que leva a uma pessoa e comprar tanto? Não consigo acreditar que essa pessoa vai usar todo esse tanto de rímel dentro do prazo de validade, mesmo que ela decida dormir maquiada toda noite.

Mas tirando casos mais radicais, ainda assim acredito que podemos manter um olhar atento para o excesso, até mesmo nas compras do dia-a-dia, no supermercado, por exemplo. Procure evitar o desperdício de produtos, compre de acordo com a demanda.

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5. Diminua seu guarda-roupas.

Tenha menos roupa, simples assim. Procure investir em uma paleta de cores mais neutra na hora de comprar e deixe as estampas e o colorido para acessórios menores, assim você conseguirá combinar mais as peças do seu guarda-roupa e criar mais combinações. Isso não significa estar fora de moda, apenas significa optar por um estilo mais fácil e despojado.

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6. Diminua.

Ouvi inúmeros relatos de pessoas que, após adotarem o minimalismo, perceberam que não precisavam mais de uma casa tão grande ou de um carro tão grande e acabaram optando por espaços menores, carros menores e uma vida mais simples. Sou um exemplo vivo disso, pois vivia em um apartamento de três dormitórios até o ano passado e hoje reduzi para uma pequena casa de apenas um dormitório, vendi meu carro e, atualmente, meu marido e eu usamos transporte público.

Espaços menores exigem menos manutenção, dão muito menos trabalho e despesa. Através de escolhas assim sobra mais dinheiro para investir em outros projetos mais realizadores, como viajar, por exemplo, ou para guardar para o futuro.

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7. Adote a regra “entra um, sai um”.

Depois de ter feito a limpa geral na casa e de já estar vivendo dentro do minimalismo há um certo tempo, eventualmente você sentirá necessidade de comprar algo novo. Aqui em casa nós já estamos num ponto que compramos uma calça jeans nova quando alguma que temos precisa ser doada, pois rasgou ou algo do tipo. A mesma regra funciona para tudo – sapatos, bolsas, eletrônicos, etc.

Essa é uma boa forma de não comprar por impulso, pois você não irá nem se interessar em comprar uma calça nova, por exemplo, se não tiver uma velha para doar. E mesmo que ache uma peça da vitrine bonita, não significa que você precisa comprar.

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